Talvez as coisas estejam piores do que eu pensava, e realmente o que as pessoas sempre me falam começam a fazer sentido. Talvez seja a tpm mistura a algumas dosagens de vodka. Ainda não defini.
Sabe quando os sonhos são melhor que a realidade? Então eu prefiro dormir para poder viver o que não posso no momento.
Achei que estava tudo tomando um rumo. Certo talvez. Mas já não entendo nada novamente.
E me volta aquela vontade louca de sumir, de tentar me encontrar em algum outro universo paralelo em que as coisas estejam como eu gostaria que fosse.
Tento pensar que minha decisão é mais cabível no momento. Que eu preciso disso que está ao meu redor. O problema é que ele sumiu por um tempo (mesmo estando ao meu lado) e eu aprendi a viver sem ele. Então agora percebi que não preciso ter ao meu lado coisas que me fazem mais mal do que bem.
Vivendo uma vida que não é para mim. Correndo riscos de não abrir a porta para a felicidade por medo, novamente.
Recebi vários comentários que o blog esta abandonado e que gostavam do que eu escrevia, que eu faço falta.
Bom saber que sou importante para algumas pessoas, mesmo que eu não as conheça.
Não sei se tenho forças para continuar a escrever diariamente ou com uma frequencia maior. Mas tentarei novamente, pois comentários e conselhos são sempre bem vindos e também me fazem falta.
Vou voltar e conto com vocês, sempre = )
sábado, 17 de março de 2012
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
my way...
Eu não conseguia mudar a situação.
Tentei deixa-lo sozinho, afinal, parecia que era o que ele precisava.
Eu aguentei com todas as minhas forças. e esperei tudo isso passar ao seu lado.
Mesmo sem saber o que era. porque eu não ia ficar insistindo para saber - mesmo querendo, e muito - iria apenas irrita-lo, cada vez mais.
E a cada palavra que me machucava, eu sorria silenciosamente dizendo a mim mesma que ele tinha um motivo.
Fingia não me importar pra não passar pra ele que estava fazendo errado.
Mas eu cansei de esperar isso passar. as forças esgotaram-se.
Não tinha mais tanta certeza em suas palavras. ...
Eu já nao falava mais 'eu te amo' com medo de não ter o 'eu também'.
Tive que deixar tudo acabar, sem ao menos poder falar que queria ficar.
Tentei deixa-lo sozinho, afinal, parecia que era o que ele precisava.
Eu aguentei com todas as minhas forças. e esperei tudo isso passar ao seu lado.
Mesmo sem saber o que era. porque eu não ia ficar insistindo para saber - mesmo querendo, e muito - iria apenas irrita-lo, cada vez mais.
E a cada palavra que me machucava, eu sorria silenciosamente dizendo a mim mesma que ele tinha um motivo.
Fingia não me importar pra não passar pra ele que estava fazendo errado.
Mas eu cansei de esperar isso passar. as forças esgotaram-se.
Não tinha mais tanta certeza em suas palavras. ...
Eu já nao falava mais 'eu te amo' com medo de não ter o 'eu também'.
Tive que deixar tudo acabar, sem ao menos poder falar que queria ficar.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Tudo ou nada.
"Não me alimento de 'quases' , não me contendo com a metade!
Nunca serei sua meio amiga, ou seu meio amor.
É tudo ou nada."
Nunca serei sua meio amiga, ou seu meio amor.
É tudo ou nada."
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
?
Palavras apenas. Textos que releio e nada sai.
Vontades contidas.
Outro dia sai com meu paizão (de consideração!)
Tantos momentos relembrados. É tão bom sair com alguém que te conhece tanto que vc nem precisa falar.
Não tenho mais paciencia para começos, descobri isso! rsrs
Sabe, tipo ter que explicar sua vida, seus problemas e traumas, descobrir o que tem em comum... haaa sem saco para esse bla bla bla todo. Adoro o antigo.
Então, grandes conselhos, mas como sempre nao segui.
Foram brejas, quase choros e mtas, mtas risadas. Palavras trocadas, sentimentos confessados. Uma vida cara, são 10 anos de amizade.
Dificil pensar em não conversar. Não contar as coisas, e ao mesmo tempo tão fácil. Queria momentos assim sempre.
Bom, nem era sobre isso que queria escrever, mais saiu.
Apenas desabafos.
Postagem inutil...
Vontades contidas.
Outro dia sai com meu paizão (de consideração!)
Tantos momentos relembrados. É tão bom sair com alguém que te conhece tanto que vc nem precisa falar.
Não tenho mais paciencia para começos, descobri isso! rsrs
Sabe, tipo ter que explicar sua vida, seus problemas e traumas, descobrir o que tem em comum... haaa sem saco para esse bla bla bla todo. Adoro o antigo.
Então, grandes conselhos, mas como sempre nao segui.
Foram brejas, quase choros e mtas, mtas risadas. Palavras trocadas, sentimentos confessados. Uma vida cara, são 10 anos de amizade.
Dificil pensar em não conversar. Não contar as coisas, e ao mesmo tempo tão fácil. Queria momentos assim sempre.
Bom, nem era sobre isso que queria escrever, mais saiu.
Apenas desabafos.
Postagem inutil...
domingo, 1 de janeiro de 2012
Relaxa...
"Relaxa, respira, se irritar é bom para quem? Supera, suporta, entenda: isento de problemas eu não conheço ninguém. Queira viver, viver melhor, viver sorrindo. To feliz, to despreocupado, com a vida eu to de bem..."
Quando tempo será que se leva para perceber quem realmente se importa com vc e ta do seu lado?
Porque pessoas não entendem que os momentos felizes existem?
Não perca quem corre com vc, se preocupa, liga, fica junto. Ame quem te ama. E fim.
sábado, 31 de dezembro de 2011
Obrigado (por ter se mandado)
Obrigado
Por ter se mandado
Ter me condenado a tanta liberdade
Pelas tardes nunca foi tão tarde
Teus abraços, tuas ameaças
Obrigado
Por eu ter te amado
Com a fidelidade de um bicho amestrado
Pelas vezes que eu chorei sem vontade
Pra te impressionar, causar piedade
Pelos dias de cão, muito obrigado
Pela frase feita
Por esculhambar meu coração
Antiquado e careta
Me trair, me dar inspiração
Preu ganhar dinheiro
Obrigado
Por ter se mandado
Ter me acordado pra realidade
Das pessoas que eu já nem lembrava
Pareciam todas ter a tua cara
Obrigado
Por não ter voltado
Pra buscar as coisas que se acabaram
E também por não ter dito obrigado
Ter levado a ingratidão bem guardada
Pelos dias de cão, muito obrigado
Pela frase feita
Por esculhambar meu coração
Antiquado e careta
Me trair, me dar inspiração
Preu ganhar dinheiro
Cássia Eller
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Vai passar, tu sabes que vai passar...
Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está ai, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada "impulso vital". Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te supreenderás pensando algo como "estou contente outra vez". Ou simplesmente "continuo", porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como "sempre" ou "nunca". Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicidio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim - nós, não. Contidamente, continuamos. E substituimos expressões fatais como "não resistirei" por outras mais mansas, como "sei que vai passar". Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência.
Claro que no começo não terás sono ou dormirás demais. Fumarás muito, também, e talvez até mesmo te permitas tomar alguns desses comprimidos para disfarçar a dor. Claro que no começo, pouco depois de acordar, olhando à tua volta a paisagem de todo dia, sentirás atravessada não sabes se na garganta ou no peito ou na mente - e não importa - essa coisa que chamarás com cuidado, de "uma ausência". E haverá momentos em que esse osso duro se transformará numa espécie de coroa de arame farpado sobre tua cabeça, em garras, ratoeira e tenazes no teu coração. Atravessarás o dia fazendo coisas como tirar a poeira de livros antigos e velhos discos, como se não houvesse nada mais importante a fazer. E caminharás devagar pela casa, molhando as plantas e abrindo janelas para que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços.
Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio. E morbidamente talvez enumeres todas as vezes que a loucura, a morte, a fome, a doença, a violência e o desespero roçaram teus ombros e os de teus amigos. Serão tantas que desistirás de contar. Então fingirás - aplicadamente, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam. Embora saibas que há perdas realmente irreparáveis e que um braço amputado jamais se reconstituirá sozinho. Achando graça, pensarás com inveja na largatixa, regenerando sua própria cauda cortada. Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça.
Tão longe ficou o tempo, esse, e pensarás, no tempo, naquele, e sentirás uma vontade absurda de tomar atitudes como voltar para a casa de teus avós ou teus pais ou tomar um trem para um lugar desconhecido ou telefonar para um número qualquer (e contar, contar, contar) ou escrever uma carta tão desesperada que alguém se compadeça de ti e corra a te socorrer com chás e bolos, ajeitando as cobertas à tua volta e limpando o suor frio de tua testa.
Já não é tempo de desesperos. Refreias quase seguro as vontades impossíveis. Depois repetes, muitas vezes, como quem masca, ruminas uma frase escrita faz algum tempo. Qualquer coisa assim:
- ... mastiga a ameixa frouxa. Mastiga , mastiga, mastiga: inventa o gosto insípido na boca seca ...
(caio F Abreu)
Claro que no começo não terás sono ou dormirás demais. Fumarás muito, também, e talvez até mesmo te permitas tomar alguns desses comprimidos para disfarçar a dor. Claro que no começo, pouco depois de acordar, olhando à tua volta a paisagem de todo dia, sentirás atravessada não sabes se na garganta ou no peito ou na mente - e não importa - essa coisa que chamarás com cuidado, de "uma ausência". E haverá momentos em que esse osso duro se transformará numa espécie de coroa de arame farpado sobre tua cabeça, em garras, ratoeira e tenazes no teu coração. Atravessarás o dia fazendo coisas como tirar a poeira de livros antigos e velhos discos, como se não houvesse nada mais importante a fazer. E caminharás devagar pela casa, molhando as plantas e abrindo janelas para que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços.
Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio. E morbidamente talvez enumeres todas as vezes que a loucura, a morte, a fome, a doença, a violência e o desespero roçaram teus ombros e os de teus amigos. Serão tantas que desistirás de contar. Então fingirás - aplicadamente, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam. Embora saibas que há perdas realmente irreparáveis e que um braço amputado jamais se reconstituirá sozinho. Achando graça, pensarás com inveja na largatixa, regenerando sua própria cauda cortada. Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça.
Tão longe ficou o tempo, esse, e pensarás, no tempo, naquele, e sentirás uma vontade absurda de tomar atitudes como voltar para a casa de teus avós ou teus pais ou tomar um trem para um lugar desconhecido ou telefonar para um número qualquer (e contar, contar, contar) ou escrever uma carta tão desesperada que alguém se compadeça de ti e corra a te socorrer com chás e bolos, ajeitando as cobertas à tua volta e limpando o suor frio de tua testa.
Já não é tempo de desesperos. Refreias quase seguro as vontades impossíveis. Depois repetes, muitas vezes, como quem masca, ruminas uma frase escrita faz algum tempo. Qualquer coisa assim:
- ... mastiga a ameixa frouxa. Mastiga , mastiga, mastiga: inventa o gosto insípido na boca seca ...
(caio F Abreu)
Assinar:
Postagens (Atom)

